Mais jovens querem ser funkeiros do que jogadores de futebol diz Rodrigo do GR6

por Fabi Lins 136 views0

Nascido em Recife, Rodrigo Oliveira se mudou para São Paulo com a família quando tinha apenas 9 anos. Na cidade, eles viveram por mais de cinco anos num porão, e, como trabalho, o jovem chegou a andar vários quilômetros nas madrugadas colando cartazes políticos nos postes da cidade. Mas foi na música que ele acabou se encontrando.

Três décadas depois, o empresário Rodrigo está à frente da GR6, onde construiu um verdadeiro império do funk e da música urbana. Tendo rompido recentemente a barreira dos 40 milhões de inscritos, o GR6 Explode é atualmente um dos canais mais acessados do YouTube no país — perdendo só para mega sucessos como a Galinha Pintadinha.

Por mês, a empresa organiza cerca de mil shows e grava mais de 70 clipes, com uma base de artistas que inclui nomes como MC Hariel, Don Juan, Livinho, MC Ryan, entre vários outros (incluindo MC Bin Laden, que hoje está no Big Brother Brasil 24).

Essa trajetória começou para Rodrigo em cima dos palcos, como vocalista do grupo de pagode 6ª Arte. “Eu corria para trazer uma melhora para minha família. Acreditava ser a única pessoa que podia virar esse jogo, e graças a Deus consegui.”

Com o sucesso do grupo, o empreendedor começou a levar MCs para tocar nas festas que organizava. O projeto deu tão certo que ele logo decidiu deixar a carreira de artista para trás e atuar 100% por trás dos holofotes.

Após montar em plena pandemia uma estrutura ambiciosa para sua nova sede na Zona Norte da capital paulista, com direito ao maior estúdio de música da América Latina, o objetivo agora é expandir para o mercado internacional.

“Quero abrir uma GR6 na Europa, uma em Miami… O primeiro passo deve ser em Portugal, porque os artistas estão performando muito por lá”, conta o empresário.

Na conversa a seguir com o Draft, Rodrigo aborda sua trajetória pessoal e profissional, a diversidade do mercado musical no Brasil e a importância de manter viva a esperança de jovens das periferias que sonham virar artistas e mudar de vida por meio da música.

Confira a entrevista completa no Draft.