Robson Andrade: Entidades empresariais condenaram o aumento de impostos sobre os combustíveis

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A frequência elevada de aumento de impostos sobre combustíveis tem gerado atritos no cenário econômico. Organizações como a Federação das Indústrias de São Paulo e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro não estão nada satisfeitas com a elevação das alíquotas do PIS/Cofins para etanol, gasolina e diesel.

Sobre a elevação da carga tributária nos combustíveis, a Federação carioca é incisiva ao manifestar-se contrária. De acordo com a Firjan, a melhor forma de fazer frente a crise instaurada no país é reduzir os gastos do Governo. Além disso, sustenta que a realização de reformas também é um aspecto fundamental para equilibrar os gastos públicos e otimizar a economia do país.

A Firjan acredita que o aumento das taxas também ocasionaria dificuldades no cenário industrial. Como consequência, o ideal seria a geração de um teto para os impostos do setor. Conforme uma nota da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o importante é não gerar mais gastos para as indústrias, principalmente pelo fato de estas organizações estarem tentando sobreviver a pior crise da história do país.

Acrescenta ainda que esse aumento tributário pode ocasionar a quebra de muitas indústrias e que na prática, os novos impostos poderão comprometer o pagamento ao Governo e reduzir o recolhimento de impostos.

Federação Paulista se posiciona contrária ao aumento

A Federação paulista também é contrária ao aumento tributário. Acorde a organização, essa medida não irá resolver os problemas econômicos do país e ainda pode agravar a situação em um momento que a economia dá bons sinais. Sobre a melhor maneira de otimizar os resultados econômicos, a Fiesp acredita que potencializar a eficiência, diminuir o desperdício e cartar gastos são as ações fundamentais para os bons resultados.

Atualmente, houve um reajuste nos valores médios dos combustíveis em 18 estados. Esta alteração servirá de base para o cálculo do ICMS. Alguns dos Estados afetados pela correção são Minas Gerais, Maranhão, Rio de Janeiro, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins, São Paulo. Sobre o ICMS, o imposto é retido pela Petrobras no momento da comercialização dos combustíveis.

Como o aumento dos impostos nos combustíveis afeta a economia?

Quando se fala de aumento na carga tributária dos combustíveis, há quem pense em uma questão mais restrita aos próprios e seus derivados. No entanto, a questão é mais profunda, uma vez que os afetados pelo aumento tendem a repassar esse custo adicional aos seus consumidores.

A elevação da carga tributária nos combustíveis incide em diversos setores da economia, principalmente o de transportes, alimentação e indústria. Por esse motivo, diversos líderes do Governo e entidades como a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro assim como a Federação das Indústrias de São Paulo posicionaram-se contra essa medida.

Aumentar os impostos nos combustíveis gera um impacto negativo em uma economia que está tentando sair do poço. Neste sentido, vale a pena que o Governo aposte em reformas e potencialize o equilíbrio dos gastos públicos. Assumir a necessidade de realizar outros caminhos e prescindir da elevação da carga tributária são questões que devem ser consideradas na busca por uma economia mais enxuta e promissora.

Robson Andrade CNI