Mudança do patamar do dólar gera aumento das exportações e redução de importações, mostra relatório da CNI

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou relatório que mostra que a mudança do patamar do dólar ante o real reduziu as importações e gerou aumento nas exportações da indústria de transformação. A moeda brasileira sofreu uma forte depreciação em 2015, que chegou a 28,8% frente ao dólar, o que reforçou o movimento de queda da participação de importados no consumo doméstico em um contexto de desaceleração da demanda doméstica.

O estudo mostra ainda que, no período entre maio de 2015 e maio de 2016, o Coeficiente de Exportação, índice que demonstra a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação, ficou em 15,8% um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período analisado no ano anterior (14,2%). Para a CNI, esta alta reflete o crescimento da quantidade de produtos exportada pela indústria de transformação.

Se as exportações aumentaram, por outro lado, as importações sofreram queda no mesmo período de análise. O Coeficiente de Penetração de Importações recuou de 17,2% em 2015 para 16,5% em 2016, tornando este o segundo ano consecutivo em que a participação dos importados no consumo nacional registra queda.

Preferência pelos nacionais em relação aos importados

Ainda em relação à queda das importações, Robson Braga de Andrade ressaltou a substituição dos insumos industriais importados pelos nacionais, como demonstra o Coeficiente de Insumos Industriais Importados, que caiu de 24,6% em 2015 para 23,6% no mesmo período analisado em 2016. Para a confederação, esta é uma estratégia utilizada pela indústria para diminuir os custos de produção após o encarecimento das importações causado pela alta do dólar. Além de diminuir os custos para quem compra os produtos, a medida também traz benefícios às indústrias de insumos nacionais, que ganham espaço com a queda das importações ao comercializar seus produtos para o consumo doméstico.

O estudo também mostra que, entre 2014 e 2016, a maior parte dos setores da indústria de transformação registrou aumento dos insumos industriais importados na produção. No entanto, o crescimento da receita com as exportações foi ainda mais elevado, o que gerou a alta do coeficiente de exportações líquidas a preços correntes.

A exceção são os setores de farmoquímicos e farmacêuticos, equipamentos de informática, impressão e reprodução e eletrônicos e ópticos, que registraram queda do Coeficiente de Exportações Líquidas.

O documento divulgado pela CNI mostra ainda que o saldo entre a receita gerada pelas exportações e as despesas com a importação de insumos industriais na indústria da transformação está aumentando. Sem descontar o efeito das variações de preços, o Coeficiente de Exportações Líquidas chegou a 6,6% em 2016, um acréscimo de 2,5% em relação a 2015, quando o índice chegou a 4,1%.

Para a Confederação Nacional da Indústria, o saldo gerado pelo aumento das exportações e baixa das importações é resultado da reação das exportações diante da taxa de câmbio competitiva, perante a desaceleração do mercado interno, além do desestímulo às importações causado pela depreciação do real frente ao dólar.

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