CNI prevê crescimento de 2,6% na economia brasileira em 2018

por Editor 66 views0

No último Informe Conjuntural, documento publicado a cada trimestre pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a entidade estima que a economia brasileira deve crescer 1,1% neste ano. Em 2018, a previsão é de um crescimento ainda mais significativo, de 2,6%.

O crescimento da indústria deve chegar a 0,2% em 2017, enquanto a indústria da transformação deve crescer 1,7% no mesmo período. Para a Confederação Nacional da Indústria, no entanto, as expectativas só devem se confirmar caso a reforma da Previdência seja aprovada. Se não, a previsão é de que a nota de crédito brasileira caia ainda mais, refletindo no não investimento estrangeiro no setor e em uma retomada moderada do crescimento econômico.

Para o presidente da CNI, Robson de Andrade, a aprovação de reformas como a previdenciária e a tributária são essenciais para o retorno dos investimentos. “É fundamental criar as condições para a reativação do investimento privado, o que exige aprofundamento das reformas estruturais voltadas para a melhoria do ambiente de negócios e a competitividade das empresas”, afirma.

Economia estabilizada, mas que precisa de sustentação

A retomada dos investimentos privados é a única alternativa para que o crescimento da indústria ganhe sustentação, já que o Estado não tem mais dinheiro para investir, segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria. “Ser governador ou prefeito é ficar procurando dinheiro para pagar salários”, diz Robson de Andrade.

A opinião é ressaltada pelo diretor de pesquisa da entidade, Flávio Castelo Branco, que afirma que a recessão enfrentada pelo Brasil nos últimos anos afetou gravemente a renda das famílias e que as expectativas elencadas pelo documento indicam uma retomada após a crise. “A continuidade do crescimento depende da retomada do investimento e, particularmente, do investimento privado. O setor público não tem mais condição de investir”, disse Castelo Branco.

O documento elaborado pela CNI também indicou riscos para a retomada do crescimento. A questão fiscal é uma delas. “O que leva preocupação é o lado fiscal. Não temos tranquilidade em relação ao equilíbrio das contas públicas”, afirmou Castelo Branco.

Segundo o documento, a reforma da previdência também é essencial para a sustentabilidade dos cofres públicos. “O futuro do Brasil depende da reforma da previdência”, ressaltou Robson Braga de Andrade.

O Informe Conjuntural também estima que 2018 deve trazer melhorias ao mercado de trabalho. A previsão é de que a taxa média anual de desemprego, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será de 11,8% no próximo ano, uma baixa se comparada a taxa do trimestre encerrado em agosto, que ficou em 12,6%.

O ano de 2018 também deve ter inflação baixa, segundo o estudo, fechando o ano em 4,4%. Os juros também devem ser reduzidos, com previsão de 6,75% no mesmo período. Além disso, o saldo da balança comercial deve alcançar US$ 54 bilhões, com exportações de US$ 228 bilhões e importações de US$ 174 milhões. Já a taxa básica de juros da economia, Selic, que atualmente está em 7% ano, deve chegar a 6,75% em 2018, segundo o estudo da CNI.

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