CNI estima alta de 3% no PIB industrial para 2018

por Editor 56 views0

Em documento publicado no último dia 14 de dezembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) expôs as previsões sobre os números do setor no próximo ano. Segundo o Informe Conjuntural do 4º trimestre de 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) industrial deverá crescer 3% ano que vem, o que significaria a maior expansão do parque industrial do Brasil nos últimos cinco anos.

De acordo com a publicação, as estimativas representam que o país saiu, enfim, da “recessão mais profunda da sua história”. No entanto, para o presidente da CNI, Robson de Andrade, é importante sustentar a volta do crescimento, o que só é possível com o retorno dos investimentos.

“É fundamental criar as condições para a reativação do investimento privado, o que exige aprofundamento das reformas estruturais voltadas para a melhoria do ambiente de negócios e a competitividade das empresas”, afirma Robson Braga de Andrade.

Mercado de trabalho também deve sentir melhora

Ainda de acordo com o Informe Conjuntural publicado pela Confederação Nacional da Indústria, a melhoria na economia também deve ter impactos no mercado de trabalho. A previsão é de que a taxa média anual de desemprego, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será de 11,8%, o que representa uma baixa se comparada a taxa do trimestre encerrado em agosto, que ficou em 12,6%.

Conforme o estudo, a inflação deve fechar 2017 em 2,9%, número abaixo do piso de 3% do sistema de metas de inflação. Já em 2018, a inflação deve alcançar 4,4%. Segundo o sistema brasileiro, a meta central de inflação é de 4,5% para 2017 e 2017, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Assim, a inflação pode ficar entre 3 e 6% sem que seja descumprida formalmente em relação ao sistema brasileiro.

O Informe Conjuntural também estimou os números da taxa básica de juros da economia (Selic), que atualmente está em 7% ao ano, mais baixa da série história do Banco Central. Para o ano que vem, a previsão do estudo é de que a Selic deve chegar a 6,75%.  A publicação também estima que o saldo positivo da balança comercial, índice que representa as exportações menos as importações, deve chegar ao fim de 2017 alcançando o recorde histórico de US$ 66 bilhões, enquanto em 2018 deve recuar para US$ 54 bilhões.

Embora a maioria dos índices indiquem a retomada do crescimento da economia, a Confederação Nacional da Indústria baixou de 0,8% para 0,2% a estimativa de crescimento do PIB do setor em 2017. “A indústria da construção ainda não conseguiu se reativar. Nossa expectativa é de que só vai mostrar alguma melhoria no ano que vem, e ainda assim moderada. Neste ano, vai cair 5%, o que puxa o resultado da indústria para baixo”, explica o chefe da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

Segundo ele, o próximo ano deve trazer um crescimento de 2% para o ramo da construção civil em relação a 2017. O presidente da CNI, Robson de Andrade, alerta, porém, que reformas como a da previdência a tributária são essenciais para retomar a confiança do empresariado. “O futuro do Brasil depende da reforma da previdência”, avalia Andrade.

Deixe uma reposta

Seu e-mail não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>