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E assim se faz o e-learning
[ Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender. ] Alvin Toffler
20:out:2001

que parecia a princípio apenas um sistema de ensino suportado pela tecnologia web, podendo também ser disponibilizado em intranet, torna-se uma atrativa oportunidade para formação, atualização e reciclagem de conhecimentos partilhados entre profissionais de diversas organizações, inclusive empresas.

Hoje, o e-learning oferece várias chances para aqueles que desejam aprender algo novo ou aprimorar seus conhecimentos. De toda a sorte e pelos mais variados preços, os cursos on-line privilegiam o saber desde trocar pneus, fazer tricô, cuidar de animais até especialização e capacitação profissional à distância.

Além disso, a grande vantagem fica por conta da comodidade, seja pela possibilidade dos alunos realizarem o curso de qualquer local onde tenham acesso à internet, com horários mais flexíveis, tirando suas dúvidas em tempo real com professores; seja estudando através do método self-pace (ao seu próprio ritmo).

Apesar desses benefícios e da grande procura por este tipo de serviço, os usuários ainda desconfiam da legitimidade dos cursos. Afinal, se na vida real existem cursos de péssima qualificação e ás vezes, fantasmas, por que não no meio virtual? Somado a desconfiança, ainda existe desvantagem para aqueles usuários que não conseguem gerenciar bem seu tempo, já que a responsabilidade com o horário, a assiduidade e o tempo de estudo são regulados pelo próprio aluno.

Por experiência própria, posso relatar um pouco das vantagens e desvantagens de cada lado da balança. Como aluna, fiz um curso à distância através da Universidade Federal de Pernambuco. As vantagens começaram logo de cara, desde a inscrição até instruções claras de como navegar dentro do site. Todo o material didático tinha a perfeita possibilidade de ser impresso e haviam chats marcados com o professor ao longo dos dias que duraram o curso. O único ponto fraco foi o pique da turma, não acostumada ao método do e-learning, terminou não participando das discussões e encontros com o professor. No final, com a falta de comunicação de ambos os lados, alunos e organização do curso, a experiência não foi 100% aproveitamento como deveria ser.

Como professora, recebo alunos de vários níveis culturais e sociais. Alguns são mais persistentes e continuam a me enviar e-mails, mesmo após a conclusão do curso. Outros terminam desistindo na 3ª ou 5ª aula, infelizmente, alegando falta de tempo, mudança de cidade, etc. De qualquer forma, a idéia do e-learning é boa e só tem a crescer. Vai depender só da gente aparar as pontas e aprender com os erros. Afinal, aprender é o lema deste negócio.

Rosália do Vale .::. rosalia@grito.com.br
Rosália do Vale é jornalista e redatora publicitária. Saiba mais do seu trabalho através do site http://rosaliadovale.wordpress.com.

 

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